Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, reconheceu a legalidade da greve realizada por trabalhadores de empresas do grupo Qintess e determinou proteção contra retaliações. O caso foi levado ao Judiciário pelo Sindpd-SP.
O julgamento, concluído em 26 de agosto de 2026, foi divulgado pelo sindicato em 9 de setembro e trata da paralisação ocorrida entre 30 de abril e 7 de maio. O tribunal considerou que o movimento não foi abusivo.
Na prática, a decisão impõe limites claros a descontos e punições e cria um novo parâmetro para conflitos trabalhistas no setor de TI terceirizada, onde a rotatividade e a pressão por entrega costumam ser altas.
O que este artigo aborda:
- O que o TRT-2 decidiu no dissídio de greve
- Pagamento dos dias parados e o peso para as empresas
- Como o Sindpd afirma ter sustentado a regularidade da greve
O que o TRT-2 decidiu no dissídio de greve
Segundo o Sindpd-SP, a Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TRT-2 decidiu por unanimidade que a greve foi legítima. Com isso, a paralisação passa a ser protegida como exercício regular de direito.
O tribunal determinou que as empresas não realizem descontos, demissões ou punições motivadas pela adesão ao movimento. O objetivo é evitar retaliação e enfraquecimento da mobilização após o fim da paralisação.
Um dos pontos centrais foi a estabilidade provisória. A decisão fixou 90 dias de estabilidade aos grevistas, contados a partir do julgamento em 26 de agosto de 2026.
- Greve reconhecida como não abusiva pelo TRT-2
- Proibição de punições e retaliações ligadas à participação
- Estabilidade de 90 dias a partir do julgamento
Pagamento dos dias parados e o peso para as empresas
Além da legalidade, o TRT-2 determinou o pagamento dos dias parados durante a greve. O entendimento reforça que a paralisação, quando regular, não pode ser tratada como falta injustificada.
Para empresas prestadoras de serviços, a decisão aumenta o custo de estratégias de “endurecimento” em negociações. O recado é que contestar formalidades não basta, se os ritos essenciais foram cumpridos.
No processo, o sindicato afirma que comunicou as empresas com antecedência de 72 horas, conforme exigência legal, e que o Ministério Público do Trabalho acompanhou o caso e se manifestou pela regularidade do movimento.
- Greve ocorre e é formalizada
- Empresa questiona assembleia e comunicação
- TRT-2 rejeita alegações e garante proteções
Como o Sindpd afirma ter sustentado a regularidade da greve
De acordo com a reportagem publicada pelo sindicato, a Qintess tentou invalidar o movimento alegando falhas na convocação e na realização de assembleia, além de questionar o processo de votação.
O tribunal rejeitou esses argumentos e manteve a proteção aos grevistas. O Sindpd sustenta que reuniu relatos de irregularidades e organizou o movimento seguindo os ritos exigidos, incluindo assembleia e comunicação prévia.
Na leitura do sindicato, o resultado fortalece a capacidade de reação da categoria em situações de conflito, sobretudo em contratos terceirizados e ambientes com pressão por metas.
O entendimento se soma a movimentos recentes de mobilização sindical em tecnologia e tende a ser acompanhado de perto por outras bases, especialmente em campanhas salariais abertas em 2026.
Mais detalhes constam na decisão divulgada sobre a greve na Qintess e a estabilidade de 90 dias. Em paralelo, o Sindpd-DF mantém discussões sobre a empresa em outra frente, como indica a continuidade das negociações no DF sob pressão de greve. No cenário mais amplo, o sindicato também destaca parâmetros da CCT paulista em 2026/2027, disponíveis no resumo da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/27.
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