O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou, nas últimas semanas, a oferta de dados para auditoria pública ao disponibilizar no Portal de Dados Abertos o conjunto “Resultados 2026 – Boletim de Urna”. ()
O material consolida arquivos por unidade da federação e orienta o uso de ferramentas de análise estatística e de Business Intelligence (BI) para lidar com grande volume de registros. ()
Na prática, a liberação acelera a criação de painéis independentes para conferência, cruzamento e fiscalização dos números do 1º turno, ocorrido em 05/10/2026, por partidos, pesquisadores e sociedade civil. ()
O que este artigo aborda:
- O que o TSE publicou e por que isso importa para BI
- Como os dados podem ser usados em painéis e auditorias independentes
- Cuidados técnicos: volume, padronização e governança
O que o TSE publicou e por que isso importa para BI
O conjunto de dados faz parte do grupo “Resultados – 2026”, que reúne arquivos de resultados e boletins de urna, sob licença Creative Commons Atribuição. ()
No pacote, o próprio TSE recomenda explicitamente o uso de ferramentas de BI, bancos de dados e análises estatísticas para exploração dos arquivos. ()
A publicação cria um caminho mais curto para transformar documentos de apuração em indicadores verificáveis, com trilhas de checagem que podem ser reproduzidas por diferentes equipes.
Em paralelo, o Tribunal reforça a separação entre “apuração” e “totalização” e explica que os Boletins de Urna (BU) começam a ser transmitidos após o encerramento da votação. ()
Como os dados podem ser usados em painéis e auditorias independentes
Com os arquivos em mãos, equipes de dados podem montar modelos que agrupem resultados por seção, município e estado, automatizando comparações entre BUs e totais oficiais.
O TSE também mantém páginas de verificação de integridade, ao detalhar resumos digitais (hashes) das Eleições 2026, mecanismo usado para checar se arquivos correspondem aos sistemas lacrados.
Na esfera do eleitor, a lógica é semelhante: o BU é o relatório impresso da urna, com totais por candidato e brancos/nulos, e pode ser capturado por QR Code, segundo explicação publicada em uma reportagem de 04/10/2026.
- Criação de painéis de acompanhamento por UF e por município
- Detecção de inconsistências por regras de validação e reconciliação
- Auditoria amostral com rastreabilidade até a seção eleitoral
O ganho de BI está na repetibilidade: uma vez criado o pipeline, novas cargas podem ser processadas com métricas estáveis e logs de transformação.
Cuidados técnicos: volume, padronização e governança
O portal do TSE alerta que se trata de arquivos de grande volume e sugere estratégias como uso de Power Query, editores para arquivos grandes e ferramentas de BI adequadas. ()
Para equipes que usam Power BI, há um ponto operacional: a Microsoft informou que, a partir de outubro, versões do Power BI Desktop de março de 2026 ou anteriores deixam de salvar/compartilhar via OneDrive e SharePoint.
Isso pressiona órgãos e laboratórios a manterem versões atualizadas, evitando gargalos na cadeia de publicação e colaboração dos relatórios durante janelas críticas, como eleições.
- Padronizar dicionários de dados e chaves de junção
- Automatizar checagens de integridade e duplicidade
- Registrar transformações para auditoria e reprocessamento
A disputa eleitoral termina no voto, mas a confiança pública se sustenta em dados: com a abertura, o BI vira infraestrutura de verificação — e não apenas de visualização.
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