O vice-presidente de Negócios para Segmentos da TOTVS, Marcelo Cosentino, afirmou que o ERP tende a virar a principal “plataforma” para levar inteligência artificial aos processos corporativos, com foco em governança, contexto e mensuração de retorno.
A avaliação foi publicada neste sábado (17), em entrevista ao setor de canais, e coloca a disputa por IA empresarial menos na “corrida do modelo” e mais na integração com sistemas já usados no dia a dia.
A tese ganha tração num momento em que empresas buscam aplicar IA sem ampliar riscos de segurança e sem perder controle sobre dados sensíveis dentro das operações.
O que este artigo aborda:
- Por que a TOTVS defende a IA “dentro do ERP”
- Dados de maturidade em IA e o desafio da governança
- O que muda para canais, integradores e clientes
Por que a TOTVS defende a IA “dentro do ERP”
Cosentino sustenta que a adoção de IA não deveria começar por compra de capacidade computacional ou “tokens”, e sim por problemas de negócio bem definidos.
Na prática, o ERP funcionaria como “camada” de contexto: quem é o usuário, o que ele está fazendo e a quais informações pode ter acesso.
Segundo a entrevista, a IA acionada a partir do ERP aproveita regras já existentes de permissões e controles, reduzindo o risco de respostas indevidas.
O executivo também defendeu combinar modelos grandes com opções menores e especializadas, para otimizar custo total e desempenho, em lógica parecida com FinOps.
- Problema primeiro: mapear gargalos e objetivos antes de contratar IA.
- Contexto operacional: IA “entende” a tarefa na tela do processo.
- Controle de acesso: permissões do sistema ajudam a limitar respostas.
- Otimização de custos: modelos diferentes para tarefas diferentes.
Dados de maturidade em IA e o desafio da governança
O conteúdo cita indicadores de adoção que apontam baixa maturidade: 8% das empresas integrariam amplamente IA a sistemas de gestão.
Além disso, 14% teriam política formal de governança aplicada a toda a organização, e 7% ofereceriam capacitação estruturada em IA.
A entrevista também menciona que empresas com parcerias ativas exibiriam índice de maturidade 41% superior às que avançam sozinhas.
O recado para CIOs e líderes financeiros é que a implantação tende a falhar quando vira “projeto de ferramenta”, sem governança e sem métricas de resultado.
- Definir casos de uso com impacto mensurável (custo, tempo, erro, fraude).
- Mapear dados, donos do processo e trilhas de auditoria.
- Aplicar políticas de acesso e testes de segurança antes de escalar.
- Treinar usuários para reduzir uso indevido e “atalhos” fora do ERP.
O que muda para canais, integradores e clientes
Para parceiros, a oportunidade citada é integrar tecnologias, capacitar clientes e demonstrar resultados de forma recorrente, usando o ERP como ponto de entrada.
A visão reforça a estratégia de posicionar IA como componente de plataforma, e não produto isolado, o que pode acelerar projetos em áreas como faturamento e compras.
Na Bolsa, o debate ocorre enquanto o mercado acompanha comunicados regulatórios recentes, como o registro de apresentação do Investor Day 2026 enviada à CVM em 13/10/2026.
Também nesta semana, houve comunicado sobre participação relevante: um evento classificado como aquisição/alienação de participação acionária relevante em 12/10/2026 foi listado por agregadores de comunicados.
Nos bastidores de tecnologia, a fala de Cosentino foi publicada no setor de canais sob o título “ERP será plataforma para levar IA aos processos de negócios”, detalhando o argumento sobre governança e contexto.
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