O Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de Santa Catarina (SINDPD/SC) denunciou, em 4 de maio de 2026, que o Governo do Estado atrasou a tramitação e a deliberação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do CIASC, apesar de prazos previstos em acordo coletivo.
Segundo o sindicato, o tema já foi debatido e aprovado em assembleia, mas voltou a ser adiado sob a justificativa de “ajustes pontuais”. A entidade afirma que a postergação contraria compromissos formalizados no ACT 2025-2027.
O caso ganhou novo marco com a confirmação de uma reunião em 6 de maio, às 16h, no gabinete da presidência do CIASC, agendada após cobrança formal do SINDPD/SC. O sindicato sustenta que a pressão precisa continuar para evitar novo “empurra-empurra”.
O que este artigo aborda:
- Prazos do acordo e o ponto central do conflito
- Reunião no CIASC em 6 de maio e risco de escalada
- Mobilização unificada com outras estatais e recado ao Executivo
- O que muda para trabalhadores e o que observar nas próximas semanas
Prazos do acordo e o ponto central do conflito
No centro do impasse está a cláusula citada pelo SINDPD/SC sobre o PCCS. O texto aponta que o plano deveria ser encaminhado ao GGG até 15 de dezembro de 2025 e deliberado até 30 de abril de 2026.
O sindicato afirma que o prazo final não foi cumprido e que isso compromete o cronograma de implantação. Pela redação destacada pela entidade, o acordo prevê impacto financeiro em duas parcelas.
O desenho apresentado no ACT, conforme o sindicato, é: 50% na competência de julho de 2026 e 50% na competência de abril de 2027. A cobrança agora é por garantia de execução, não apenas por nova discussão.
A entidade também sustenta que a base atual do CIASC está defasada. O SINDPD/SC afirma que o plano vigente tem 22 anos e seria o mais antigo entre empresas públicas de tecnologia do país.
- Prazo de deliberação: até 30 de abril de 2026, segundo a cláusula citada pelo sindicato.
- Implantação financeira: duas etapas previstas para julho de 2026 e abril de 2027.
- Reação sindical: intensificação de mobilização e aviso de que o descumprimento terá custo político.
Reunião no CIASC em 6 de maio e risco de escalada
Após a cobrança formal, o Governo respondeu e marcou a reunião de 6 de maio, às 16h, no gabinete da presidência do CIASC. O sindicato trata o encontro como resultado direto da mobilização.
Ao mesmo tempo, a direção sindical afirma que a reunião, por si só, não resolve o problema. O argumento é que o atraso já ocorreu e que a solução depende de decisão e cronograma verificável.
O SINDPD/SC relata que, em assembleia recente, trabalhadores aprovaram indicativo de greve caso os prazos e compromissos não sejam respeitados. A sinalização é de que a categoria não aceitará novas postergações.
Na avaliação do sindicato, a justificativa de “ajustes pontuais” não se sustenta diante do histórico de prazos já estourados. O discurso é de que a questão deixou de ser técnica e passou a ser, sobretudo, política.
- Categoria pressiona após expiração do prazo de 30 de abril de 2026.
- Governo agenda reunião para 6 de maio de 2026, às 16h.
- Sindicato mantém mobilização e condiciona recuo à execução do ACT.
Mobilização unificada com outras estatais e recado ao Executivo
O SINDPD/SC afirma que a luta pelo PCCS do CIASC ocorre em paralelo a mobilizações em outras empresas públicas estaduais. A entidade cita EPAGRI, CIDASC e CEASA como categorias também em movimento.
Uma assembleia geral unificada foi marcada para 14 de maio, em Florianópolis, com o objetivo de aumentar a pressão sobre o Governo. O sindicato trata o ato como resposta a um padrão de descumprimentos.
Ao enquadrar o problema como recorrente, a entidade tenta ampliar o custo político do atraso. Na prática, a pauta do PCCS deixa de ser apenas corporativa e vira termômetro de governança no setor público estadual de tecnologia.
Nos bastidores, a disputa também se conecta à dependência crescente do Estado por sistemas e serviços digitais. Uma eventual paralisação, se ocorrer, tende a gerar efeitos em cadeia e a acelerar a busca por saída negociada.
O que muda para trabalhadores e o que observar nas próximas semanas
Para os empregados do CIASC, o PCCS é visto como instrumento de valorização, reenquadramento e previsibilidade de carreira. Por isso, o debate não se limita a reajuste: envolve estrutura, critérios e prazos.
O ponto prático mais imediato é o calendário. Se o ACT citado pelo sindicato for cumprido, o impacto financeiro é escalonado, com parcela em julho de 2026 e outra em abril de 2027.
O que os trabalhadores e o mercado devem observar agora é se a reunião de 6 de maio gerará ata, cronograma formal e compromisso público. Sem isso, a tendência é de aumento de tensão e novas deliberações.
Em paralelo, o tema “custeio e organização sindical” segue presente em campanhas e negociações no país. O julgamento dos embargos do Tema 935 no STF, concluído em novembro de 2025 reforçou critérios para garantir oposição efetiva e evitar interferência de terceiros, pressionando entidades e empregadores por procedimentos claros.
No Paraná, por exemplo, o SINDPD-PR convocou assembleia virtual para 14 de maio de 2026 com pauta que inclui negociações e ratificação do direito de oposição à contribuição assistencial, indicando como o tema atravessa campanhas salariais de 2026. A convocação está no edital publicado pelo sindicato em 7 de maio de 2026.
Já no caso catarinense, a denúncia do SINDPD/SC é de descumprimento de prazo do ACT e ameaça de paralisação. A íntegra das alegações e do cronograma citado está na publicação do sindicato sobre o atraso do PCCS do CIASC.
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