A Conta Azul atualizou orientações e fluxos do Conta Azul Mais para lidar com duas mudanças que chegam juntas ao dia a dia de contadores e PMEs: o avanço do CNPJ alfanumérico e novas exigências na emissão de NFS-e.
A sinalização ocorre em meio ao início do novo padrão de identificação empresarial, que passa a ser atribuído a novas inscrições, e à etapa de obrigatoriedade de campos ligados à Reforma Tributária do consumo.
Na prática, a adaptação mira reduzir rejeições de notas e evitar falhas de cadastros e integrações em rotinas de BPO financeiro e escritórios contábeis.
O que este artigo aborda:
- CNPJ alfanumérico entra em produção e pressiona sistemas de cadastro
- NFS-e: campos fiscais passam a gerar rejeição a partir de 01/10
- O que muda no Conta Azul Mais e como se preparar
CNPJ alfanumérico entra em produção e pressiona sistemas de cadastro
Em 31 de julho de 2026, a Receita Federal informou que foi gerado o primeiro CNPJ alfanumérico do país, marco do cronograma de implantação do novo modelo.
O padrão mantém 14 posições, mas passa a aceitar letras nos 12 primeiros caracteres. A transição é gradual e não altera CNPJs já existentes.
No Conta Azul Mais, a empresa afirma ter ajustado fluxos para “aceitar, validar e processar” CNPJs alfanuméricos em diferentes rotinas operacionais, como cadastros e emissão fiscal.
- Cadastro de clientes e fornecedores sem bloqueios por formato.
- Validação de campos para evitar erro em integrações e importações.
- Continuidade dos CNPJs numéricos já registrados.
NFS-e: campos fiscais passam a gerar rejeição a partir de 01/10
A Conta Azul comunicou que, na nota de serviço, o Código de Classificação Tributária e o Indicador de Operação</strong se tornam obrigatórios para empresas do Regime Normal em 01/10/2026 para serviços do Grupo 1.
Segundo a empresa, a ausência desses campos pode levar à rejeição da NFS-e, elevando o risco de retrabalho em escritórios e atrasos de faturamento.
Em paralelo, a Receita Federal mantém uma página de referência sobre o tema e aponta o início de marcos em 1º de outubro de 2026 em seus materiais de orientação.
- Revisar o cadastro de serviços antes de emitir NFS-e.
- Confirmar enquadramento (Regime Normal, Simples, MEI) e grupos aplicáveis.
- Padronizar o preenchimento com regras internas e validação contábil.
O que muda no Conta Azul Mais e como se preparar
Em atualização publicada em 21 de setembro de 2026, a Conta Azul detalhou melhorias no Conta Azul Mais, incluindo parametrização fiscal e ajustes para reduzir rejeições e correções manuais.
Entre os pontos destacados, a empresa diz ter criado um bloco para parametrizar informações de IBS/CBS no cadastro de serviço, para reaproveitar dados na emissão da NFS-e.
Para contabilidades com integrações e automações próprias, o alerta é tratar CNPJ alfanumérico como requisito de validação em toda a cadeia, não só no cadastro inicial.
O próprio governo já vinha chamando atenção para impactos em sistemas: o Tesouro Nacional alertou que usuários devem verificar se aplicações estão preparadas para operar no novo formato.
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