Business Intelligence: Microsoft revela novas funções do Power BI em 2026

marcelomneves@gmail.com
[email protected] 13 horas atrás - 7 minutos de leitura
Publicado por [email protected] em 28 de abril de 2026 às 19:17. Atualizado em 28 de abril de 2026 às 19:17.

A Microsoft detalhou, em 22 de abril de 2026, o pacote de mudanças do Power BI que deve mexer diretamente com a rotina de equipes de Business Intelligence no Brasil, do analista ao time de governança. O foco do update está em três frentes: mais recursos de IA, ajustes visuais para padronização de relatórios e novas capacidades de modelagem em modo de alto desempenho.

O anúncio veio no “Feature Summary” do mês e confirma a versão do Power BI Desktop v2.153.910.0, publicada em 21/04/2026, além de uma lista de avisos de descontinuação que pode afetar ambientes corporativos que ficaram “parados” em práticas antigas.

Na prática, o update sinaliza uma guinada: BI deixa de ser apenas “painel bonito” e passa a exigir mais disciplina de engenharia, catálogo, padrões visuais e avaliação de risco quando a IA entra no ciclo de decisão.

O que este artigo aborda:

O que mudou no Power BI em abril de 2026

A Microsoft afirma que a atualização de abril amplia melhorias em Copilot e experiências de IA, além de ganhos em relatórios, visuais e modelagem. A estratégia é reduzir atrito no consumo e aumentar produtividade no design de dashboards.

Um dos pontos mais visíveis é a ampliação de recursos do Copilot no aplicativo móvel, sinalizando que decisões executivas em smartphones e tablets são, cada vez mais, parte do fluxo de BI nas empresas.

No campo de padronização, a atualização adiciona melhorias na experiência de tema e “defaults modernos”, buscando reduzir o efeito colateral clássico: cada área cria relatórios com estilos diferentes e dificulta a leitura institucional.

  • Copilot e IA: expansão de experiências, com destaque para uso em mobile.
  • Reporting: ajustes de layout e melhorias de identificação de recursos em prévia.
  • Modelagem: prévias para acelerar cenários em Direct Lake e mais flexibilidade em DAX.
  • Governança: avisos de descontinuação para evitar “surpresas” em ambientes produtivos.

O resumo oficial do update lista, inclusive, mudanças orientadas a consistência de layout e interações mais claras em componentes visuais, com ajustes que podem reduzir retrabalho em times que mantêm dezenas de relatórios.

Modelagem: Direct Lake ganha colunas e tabelas calculadas em prévia

Para operações de BI em escala, o item mais sensível do update está em “Modeling”: a Microsoft colocou em prévia a capacidade de criar colunas calculadas e tabelas calculadas em cenários Direct Lake.

Esse modo, ligado ao ecossistema Fabric/OneLake, busca acelerar análises sem depender do mesmo tipo de refresh tradicional que costuma ser caro e lento em grandes volumes de dados.

Segundo o post da Microsoft, a liberação de calculated columns (unmaterialized) em tabelas Direct Lake “está em implantação” e deve aparecer no serviço “nas próximas semanas”, o que indica rollout gradual.

  1. Equipes que dependem de modelagem dentro do Power BI ganham mais opções sem “voltar” para a engenharia de dados.
  2. Áreas de dados podem reduzir fila de demandas quando a transformação “upstream” não é possível.
  3. Times de governança precisarão rever políticas de padrão: o que vira regra de transformação no lake e o que pode existir no relatório.

O cenário prático é comum: o dado nasce em outro time (ou fornecedor) e o BI precisa de uma coluna derivada “agora” para fechar um indicador. A prévia abre caminho, mas aumenta o risco de métricas duplicadas ou divergentes se não houver padrão.

Relatórios e visuais: layout fixo e “defaults modernos” para reduzir inconsistência

O update também ataca um problema antigo: relatórios que mudam de aparência a cada ajuste de filtro, tela ou hierarquia. A Microsoft adicionou opção de tamanho fixo para visuais como card e slicers de lista/botão, evitando “pulos” de layout.

Para empresas com painéis usados em TV corporativa, war rooms e rituais executivos, esse detalhe é relevante: o dashboard precisa se comportar como produto, com previsibilidade visual.

O pacote de “modern visual defaults” e melhorias de tema traz um seletor de tema-base para facilitar migração entre estilos antigos e os novos padrões, reduzindo o impacto em relatórios legados.

  • Menos variação de formatação entre relatórios de áreas diferentes.
  • Mais velocidade para aplicar padrões visuais corporativos.
  • Menos tempo gasto “consertando” desalinhamento de elementos.

As mudanças aparecem no resumo oficial publicado em 22/04/2026 pela Microsoft, que detalha as seções de Copilot/IA, Reporting, Modeling e avisos de descontinuação.

Alertas de descontinuação: o que pode quebrar sem planejamento

Além de recursos novos, o update reforça que há “deprecation notices” em andamento. Esse tipo de aviso costuma ser ignorado até o dia em que uma atualização automática derruba um fluxo crítico.

Entre os itens citados no resumo de abril estão mudanças ligadas ao Desktop, como a deprecation da experiência antiga de seletor de arquivos, além de ajustes em conectividade (como driver embutido para Netezza ODBC, conforme listado no conteúdo).

Para áreas de BI, a recomendação operacional é simples: mapear relatórios e gateways com dependências antigas, testar em ambiente de homologação e documentar a transição antes do usuário perceber “erro” no indicador.

Por que isso importa para Business Intelligence no Brasil

Na fotografia de 2026, BI no Brasil está no meio de duas forças: mais pressão por rapidez (indicador “para ontem”) e mais cobrança por responsabilidade (quem responde quando o dado erra).

A entrada de IA no consumo e na produção de relatórios aumenta produtividade, mas também exige políticas claras: o que é recomendação, o que é cálculo determinístico e o que precisa de validação humana.

Nesse ponto, iniciativas públicas recentes sobre uso responsável de IA ajudam a enquadrar a discussão. A Receita Federal, por exemplo, divulgou em março que apresentou uma política inédita para uso ético e seguro de IA, com ênfase em salvaguardas, responsabilidade e capacitação.

Para o setor público e privado, o recado é que BI e IA começam a se encontrar no mesmo “campo regulatório” de governança: transparência, rastreabilidade e responsabilidade sobre decisões apoiadas por algoritmos.

Próximos passos para equipes de BI

O update de abril de 2026 é uma janela para revisar arquitetura e práticas. Times maduros devem tratar “novas features” como mudança de processo, não como clique em botão.

Uma ação imediata é criar uma matriz simples: quais relatórios podem adotar recursos em prévia, quais ficam travados por risco, e quais exigem padrão corporativo de tema e layout antes de qualquer migração.

Para quem trabalha com dados públicos, há também um ganho indireto: com mais demanda por transparência e uso de dados, cresce a importância de portais e planos oficiais. O Ministério do Planejamento descreve que o objetivo do Plano de Dados Abertos é ampliar transparência e eficiência, o que se conecta diretamente ao uso de BI para monitoramento e controle social.

Em resumo: o update não é só “mais um”. Ele empurra o BI para um patamar em que design, performance, IA e governança caminham juntos — e onde a empresa que não planejar descontinuações pode pagar com instabilidade em produção.

Aviso Editorial

Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editor-chefe [email protected]. O Canal ERP reafirma seu compromisso com a ética jornalística, garantindo que o julgamento editorial e a validação das informações são de inteira responsabilidade humana, do editor.

Sobre o Autor:

Editor: [email protected]

Transparência: Política Editorial | Política de Uso de IA | Política de Correções | Contato

Receba conteúdos e promoções