Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, reconheceu a legalidade da greve realizada por trabalhadores do grupo Qintess e determinou garantias imediatas contra retaliações.
Segundo o Sindpd-SP, o julgamento foi unânime na Seção Especializada em Dissídios Coletivos e assegura estabilidade temporária para quem participou do movimento entre 30 de abril e 7 de maio de 2026.
O caso ganhou relevância porque envolve denúncias de atrasos salariais e de benefícios, além de efeitos diretos sobre empresas tomadoras de serviço citadas como interessadas no processo.
O que este artigo aborda:
- O que o TRT-2 decidiu e o que muda para os trabalhadores
- Motivos da paralisação: relatos de atrasos e falta de recolhimentos
- Repercussões e próximos passos: sindicato fala em fiscalização do cumprimento
O que o TRT-2 decidiu e o que muda para os trabalhadores
A Justiça do Trabalho declarou que a greve não foi abusiva e garantiu estabilidade de 90 dias aos grevistas, além da proibição de punições ligadas à paralisação.
A decisão também determinou que não haja descontos por dias parados, nem impactos indiretos em verbas como 13º, férias, adicional de férias e descanso semanal remunerado.
O julgamento fixou que as empresas não podem promover demissões ou aplicar sanções disciplinares motivadas pela participação na greve, sob pena de descumprimento judicial.
- Proibição de descontos relacionados à paralisação
- Proibição de demissões e punições por adesão ao movimento
- Estabilidade provisória por 90 dias após o julgamento
Motivos da paralisação: relatos de atrasos e falta de recolhimentos
De acordo com o relato levado ao processo, a mobilização ocorreu após queixas recorrentes de salários fora do prazo e férias vencidas sem pagamento, além de atrasos em vale-refeição e vale-alimentação.
Também foram apontadas dificuldades envolvendo depósitos de FGTS e recolhimentos ao INSS, além de problemas com verbas rescisórias e repasses de empréstimo consignado descontado em folha.
O TRT-2 considerou que dificuldades financeiras e atrasos de clientes não justificam transferir o risco do negócio ao empregado, reforçando o dever do empregador de pagar salários em dia.
- Assembleia aprovou a greve em 23 de abril de 2026
- Paralisação ocorreu de 30 de abril a 7 de maio de 2026
- TRT-2 julgou o caso em 26 de agosto de 2026
Repercussões e próximos passos: sindicato fala em fiscalização do cumprimento
O Sindpd-SP afirma que vai monitorar o cumprimento da decisão e que tomadoras de serviço do grupo Qintess serão notificadas como partes interessadas no processo.
No Distrito Federal, em movimento paralelo da campanha salarial 2026/2027, o Sindpd-DF convocou assembleia para avaliar proposta patronal com reajuste de 4,39% e vale-alimentação de R$ 42, além de licença-paternidade de 12 dias.
O caso Qintess ocorre em um contexto de atenção sobre empregos em tecnologia após a Uber informar corte global com demissão de 3.300 funcionários, reacendendo o debate sobre segurança econômica no setor.
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