A SAP colocou a “IA agêntica” no centro do debate corporativo no Brasil nesta semana, ao divulgar novos dados sobre retorno financeiro e riscos operacionais ligados a agentes autônomos.
O recorte brasileiro do estudo “The Value of AI: Brazil 2026”, apresentado durante o SAP NOW AI Tour, indica que empresas projetam multiplicar o ganho com agentes nos próximos dois anos.
Na prática, o tema saiu do laboratório: o problema agora é governança, integração e controle, num cenário em que o uso de ferramentas de IA fora das regras internas aparece como um dos maiores pontos de alerta.
O que este artigo aborda:
- O que o estudo diz: investimento sobe e ROI projetado acelera
- O calcanhar de aquiles: integração, confiabilidade e “shadow AI”
- Por que isso importa agora para empresas no Brasil
O que o estudo diz: investimento sobe e ROI projetado acelera
Segundo o levantamento, as empresas brasileiras esperam quadruplicar o retorno financeiro atribuído a agentes de IA até 2028, com projeção de 15% de ROI em dois anos.
O estudo também aponta avanço no gasto anual médio com IA no país, reforçando a leitura de que o Brasil entrou numa fase de expansão de casos de uso, e não apenas de testes pontuais.
Em cobertura sobre a coletiva, a Forbes relata que o investimento médio anual em IA chegou a US$ 20,8 milhões, ante US$ 14,2 milhões no levantamento anterior, e que o retorno médio informado subiu para 19%.
- Projeção de ROI para agentes: 15% em dois anos, segundo o estudo.
- Investimento anual médio em IA: US$ 20,8 milhões (versus US$ 14,2 milhões antes).
- Leitura central: o gargalo migra de “adotar IA” para “operar IA com segurança e escala”.
O calcanhar de aquiles: integração, confiabilidade e “shadow AI”
O mesmo estudo lista barreiras que tendem a crescer quando agentes passam a executar rotinas críticas, como compras, atendimento, finanças e backoffice.
Entre os principais entraves, aparecem esforço de integração acima do esperado, problemas de qualidade conforme a escala aumenta e dificuldade de depurar comportamentos de agentes.
Outro dado sensível: o estudo afirma que 82% das empresas brasileiras dizem que funcionários usam IA de terceiros sem aprovação formal ao menos ocasionalmente, elevando o risco de vazamento de dados e decisões automatizadas fora de política.
- Mapear processos onde agentes podem agir com autonomia limitada.
- Definir controles de acesso, trilhas de auditoria e “humano no loop”.
- Padronizar integração com sistemas centrais e métricas de qualidade.
Por que isso importa agora para empresas no Brasil
O debate ganhou escala no SAP NOW AI Tour: a SAP disse que o evento reuniu mais de 4 mil participantes e mais de 120 clientes com casos reais, indicando maturidade crescente do mercado local.
Com agentes, a promessa é reduzir custo e tempo em tarefas repetitivas, mas o risco é automatizar erro em escala — sobretudo quando integrações são frágeis e não há governança robusta.
O resultado é um novo “stress test” para TI e áreas de negócio: transformar IA em valor mensurável, sem abrir flanco de segurança, conformidade e confiabilidade operacional.
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