A B3 decidiu acelerar sua diversificação fora do pregão e transformou dados em uma nova frente de negócios: a Trillia, marca que unifica ativos de Business Intelligence, analytics e inteligência artificial.
Lançada em 5 de fevereiro de 2026, a Trillia nasce da integração de operações como Neoway, Neurotech, DataStock, PtDTec e a unidade de infraestrutura para financiamentos da própria B3.
O movimento explicita uma aposta: reduzir a dependência dos ciclos do mercado financeiro, ampliando receitas recorrentes com soluções de inteligência aplicada para empresas e instituições.
O que este artigo aborda:
- O que a B3 colocou dentro da Trillia e por que isso importa
- Resultados citados e casos de uso: fraude, cobrança e marketing
- O que muda no mercado de Business Intelligence no Brasil
- Próximos passos: integração, marca única e busca por crescimento recorrente
O que a B3 colocou dentro da Trillia e por que isso importa
A proposta da Trillia é funcionar como uma “camada” de inteligência para decisões de crédito, risco, marketing, cobrança e prevenção a fraudes em diferentes setores da economia.
Segundo a B3, a nova unidade consolida um ecossistema que já atendia milhares de organizações e ganha agora um posicionamento único, com portfólio mais integrado e escala comercial.
Na prática, a Bolsa tenta competir no mercado de dados corporativos com uma vantagem: a combinação de ativos analíticos com infraestrutura e registros ligados ao sistema financeiro.
A B3 informou que a Trillia já responde por cerca de 10% da receita total da companhia, reforçando o peso do negócio antes mesmo da maturação completa da nova marca.
- Integração de cinco operações sob uma marca única para dados e analytics.
- Reposicionamento estratégico da B3 como empresa de infraestrutura e inteligência, não só de negociação.
- Oferta transversal para setores como financeiro, varejo, saúde, seguros e indústria.
- Foco em casos de uso (fraude, crédito, cobrança e marketing) em vez de “produto de prateleira”.
Resultados citados e casos de uso: fraude, cobrança e marketing
Ao apresentar a unidade, a B3 citou exemplos de aplicações em detecção de fraudes e eficiência operacional, incluindo cenários de financiamentos e reembolsos no setor de saúde.
Um dos argumentos da empresa é que a inteligência de dados vira “infraestrutura invisível”: o consumidor usa a solução sem perceber, em etapas como financiamento e abertura de conta.
A B3 também busca se diferenciar na capacidade de conectar fontes e criar modelos analíticos para decisões automatizadas, com uso de IA e machine learning em escala.
Em cobertura de mercado, foi relatado que a unidade tem base de clientes ampla e atua de forma segmentada por necessidade, com serviços voltados a risco e eficiência comercial.
De acordo com reportagem sobre a estratégia da marca, a B3 quer integrar as operações de dados para ganhar velocidade e escala na entrega de inteligência aplicada, ampliando capilaridade comercial.
- Prevenção a fraudes em financiamentos e em processos de reembolso na saúde.
- Modelos de propensão para apoiar campanhas de marketing e prospecção.
- Recuperação de crédito com motor analítico e automação de decisões.
- Co-criação com clientes como padrão de implementação, segundo executivos citados pela B3.
O que muda no mercado de Business Intelligence no Brasil
A criação da Trillia sinaliza que Business Intelligence deixou de ser apenas uma “ferramenta de relatório” e virou ativo de receita, com dados transformados em produto e serviço.
Para a B3, a lógica é aproximar-se do caminho tomado por bolsas globais, que ampliaram negócios de dados para suavizar volatilidade de receitas ligadas ao giro do mercado.
O lançamento também acontece em um momento em que empresas têm buscado reduzir latência entre análise e ação, com inteligência integrada a fluxos de decisão do dia a dia.
Em termos competitivos, a entrada da B3 com marca própria fortalece um polo nacional de dados e analytics, com aquisição, integração e reempacotamento de competências.
Uma peça importante desse reposicionamento é o uso de informações de mercado para criar indicadores recorrentes, como no levantamento que apontou que as vendas financiadas somaram 575 mil unidades em fevereiro de 2026, com variação anual positiva.
- Mais competição por dados: empresas passam a disputar também o “mercado de inteligência”, não só o de tecnologia.
- Pressão por governança: quanto mais dados viram produto, maior o risco reputacional de erro, viés e uso indevido.
- BI mais próximo da operação: analytics aplicado a decisões, e não apenas a painéis executivos.
- Consolidação: tendência de marcas integrarem portfólios para reduzir atrito de compra e implantação.
Próximos passos: integração, marca única e busca por crescimento recorrente
A B3 afirma que a Trillia não é um movimento isolado, mas a formalização de uma estratégia construída desde 2018, com aquisições e integração progressiva dos ativos.
O desafio agora é execução: consolidar cultura, unificar portfólios e manter o ritmo de inovação sem perder a especificidade de cada operação incorporada ao guarda-chuva.
Para clientes, o impacto esperado é uma oferta mais integrada, com menos sobreposição e mais clareza comercial, mas mantendo entregas personalizadas para cada cadeia de decisão.
No pano de fundo, o mercado de BI vive uma virada global para recursos cada vez mais “acionáveis”, em que análise se conecta diretamente a workflow, automação e decisão.
A atualização de março de 2026 do Power BI, por exemplo, destacou fluxos que permitem que usuários executem ações a partir do relatório, sinalizando esse caminho de “BI que opera”, e não apenas “BI que mostra”.
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