A Supernal, empresa de mobilidade aérea avançada do Hyundai Motor Group, nomeou o Dr. Farhan Gandhi como novo Chief Technology Officer (CTO) em 4 de maio de 2026.
A mudança ocorre enquanto a companhia tenta acelerar a transição de conceito para engenharia, certificação e viabilidade comercial de seu eVTOL, em um setor pressionado por custos e prazos.
O anúncio ganhou novo peso após a Hyundai e a Korea Aerospace Industries (KAI) confirmarem um acordo para retomar o programa de aeronaves elétricas, suspenso em setembro de 2025.
O que este artigo aborda:
- Quem é o novo CTO e por que a escolha importa
- Parceria Hyundai–KAI recoloca o eVTOL no trilho
- O que ainda está indefinido
Quem é o novo CTO e por que a escolha importa
Segundo comunicado da própria empresa, Gandhi tem mais de 30 anos de atuação em pesquisa e desenvolvimento de aeronaves de decolagem vertical e configurações eVTOL.
A Supernal afirma que ele chega para reforçar o rigor técnico exigido por padrões globais de certificação e consolidar a governança de engenharia.
O executivo também traz histórico acadêmico e de produção científica, com mais de 380 artigos na área aeroespacial, de acordo com a nota oficial.
- Nomeação: Dr. Farhan Gandhi assume como CTO
- Foco declarado: engenharia avançada, coordenação regulatória e supervisão técnica
- Momento: estrutura “enxuta” após realinhamento estratégico
Parceria Hyundai–KAI recoloca o eVTOL no trilho
Em paralelo, a Hyundai anunciou memorando com a KAI para desenvolver aeronave AAM e cooperar em cadeia de suprimentos, certificação e redes globais.
No arranjo, a Supernal lidera requisitos operacionais e desenho, enquanto a KAI assume estrutura aeronáutica, produção em escala e processos de certificação.
O comunicado da montadora cita a contratação de Gandhi como peça da “próxima fase” tecnológica da afiliada nos EUA.
- Hyundai e KAI firmam MoU para AAM
- Supernal define arquitetura e sistemas elétricos
- KAI industrializa e apoia certificação
O que ainda está indefinido
Apesar da retomada, não há cronograma público atualizado para certificação, entrada em serviço ou metas de produção, segundo reportagem especializada.
Também não foram detalhadas informações sobre recapitalização ou recontratações após as demissões ligadas à pausa de 2025.
Na prática, o novo CTO assume com a missão de reduzir incertezas técnicas e tornar o programa novamente “financiável” e certificável.
A cobertura setorial aponta que a retomada ocorreu após a parceria e a reativação do programa de eVTOL, mas ainda sem datas-chave divulgadas.
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