A greve nas empresas do grupo Qintess ganhou um novo capítulo no fim de abril, com judicialização do conflito e a convocação de audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) em São Paulo.
Segundo o Sindpd-SP, a entidade entrou com dissídio de greve em 30 de abril de 2026 após negar uma proposta enviada pela companhia na noite anterior, considerada inferior à oferta apresentada em 23 de abril.
O sindicato afirma que a mobilização foi motivada por denúncias de atrasos e não pagamento de obrigações, como salários, FGTS, férias, vales e verbas rescisórias, além de suposto problema em repasses de consignados.
O que este artigo aborda:
- O que a Justiça marcou e por que o caso foi parar no TRT-2
- Irregularidades alegadas e o núcleo do conflito trabalhista
- Greve por tempo indeterminado: quem está envolvido e como foi comunicada
- O que aconteceu nas negociações e quais são os próximos passos
- Impacto em contratos e tomadores de serviço: o que muda no curto prazo
O que a Justiça marcou e por que o caso foi parar no TRT-2
O Sindpd-SP informou que protocolou dissídio de greve contra empresas do grupo Qintess no TRT-2 em 30 de abril de 2026.
De acordo com a publicação do sindicato, ao receber a ação o desembargador Francisco Ferreira Jorge Neto marcou audiência de conciliação para 30 de abril de 2026, às 17h30.
A estratégia jurídica, segundo o Sindpd, foi acionada após o impasse nas negociações diretas e o início da paralisação, decidida pela categoria em assembleia na semana anterior.
O caso acontece em meio a uma escalada de denúncias envolvendo pagamentos e benefícios, em um conflito que afeta trabalhadores alocados em contratos e clientes públicos e privados no estado.
Irregularidades alegadas e o núcleo do conflito trabalhista
O Sindpd-SP relata ter recebido denúncias de que o auxílio-refeição não teria sido pago na data prevista em 30 de abril.
Entre as irregularidades citadas, o sindicato lista atrasos no depósito de FGTS e INSS, não pagamento de férias e atrasos recorrentes no vale-refeição.
A entidade também menciona denúncias sobre descontos de empréstimos consignados em folha sem repasse aos bancos credores, o que, se confirmado, ampliaria o impacto financeiro aos empregados.
- Falta de pagamento integral de salários e atrasos recorrentes
- Atrasos em benefícios (vale-alimentação/vale-refeição) e banco de horas
- Não pagamento de férias e verbas rescisórias de demitidos
- Denúncias de problemas com consignados descontados em folha
O sindicato sustenta que há “comprovações consistentes” de parte dessas falhas e que a greve seria uma resposta à persistência do quadro, após tentativas de negociação.
Greve por tempo indeterminado: quem está envolvido e como foi comunicada
Um comunicado de greve por tempo indeterminado a partir de 30 de abril de 2026 foi publicado pelo Sindpd-SP após assembleia realizada em 23 de abril.
No documento, o sindicato cita empresas do grupo Qintess e controladas/coligadas, descrevendo que a paralisação alcançaria trabalhadores na base territorial do estado de São Paulo.
A nota também diz que a entidade pretende evitar retaliações como assédio e demissões, e afirma que seria mantido o “efetivo mínimo” nos termos legais.
Em 30 de abril, o Sindpd informou que, com a publicação do comunicado, passou a contar o prazo legal de 72 horas até o início efetivo do movimento, que teria começado naquela data.
- 23/04/2026: assembleia geral extraordinária decide pela greve
- 24–25/04/2026: sindicato divulga comunicado à população e tomadores
- 30/04/2026: início indicado da greve e protocolo de dissídio no TRT-2
- 30/04/2026 (17h30): audiência de conciliação marcada, segundo o Sindpd
O que aconteceu nas negociações e quais são os próximos passos
Segundo o Sindpd-SP, um representante da Qintess esteve na sede do sindicato em 28 de abril para nova rodada e prometeu uma proposta até 29 de abril.
O texto publicado pelo Sindpd afirma que a proposta chegou às 23h20 e foi recusada por ser inferior à oferta apresentada em 23 de abril.
A partir daí, a entidade diz ter optado pelo dissídio de greve, buscando mediação institucional para destravar o impasse e tratar das denúncias de descumprimentos.
O desfecho depende da audiência, de eventual proposta revisada e de medidas de regularização de pagamentos, depósitos e benefícios, além do que a Justiça vier a determinar para a condução do movimento.
Impacto em contratos e tomadores de serviço: o que muda no curto prazo
Ao direcionar o comunicado também a “tomadoras de serviços”, o sindicato sinaliza que a paralisação pode afetar entregas de TI, suporte e operações em clientes atendidos pelo grupo.
Em casos de terceirização, a interrupção costuma pressionar tanto a prestadora quanto o contratante, especialmente quando há serviços críticos e prazos de SLA.
Para os trabalhadores, o risco imediato é a insegurança sobre pagamentos e o temor de retaliações; para os clientes, o risco é a continuidade operacional e a necessidade de planos de contingência.
O Sindpd orienta que outras irregularidades sejam comunicadas pelos seus canais oficiais, enquanto aguarda a tentativa de conciliação marcada pela Justiça do Trabalho.
Para contextualizar o funcionamento do tribunal e sua estrutura em dissídios, o TRT-2 mantém uma página institucional sobre a Secretaria de Dissídios Coletivos (SDC), área ligada aos processos coletivos, como dissídios relacionados a greves.
O Sindpd-SP também registrou a decisão da categoria em conteúdo próprio, informando a entrada do dissídio e a audiência marcada, conforme publicado em 30 de abril de 2026.
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