SAP digitaliza emissão de EPIs na São Salvador Alimentos em 2026

Redação Canal ERP
Redação Canal ERP 12 segundos atrás - 4 minutos de leitura
Publicado por Redação Canal ERP em 8 de setembro de 2026 às 23:15. Atualizado em 8 de setembro de 2026 às 23:15.

A São Salvador Alimentos (SSA), produtora goiana de aves e processados, colocou em produção uma aplicação para digitalizar a emissão e o rastreamento de EPIs, encerrando um fluxo diário baseado em papel e assinatura manual.

Segundo a SAP, a solução foi desenvolvida com SAP Build e SAP Cloud Foundry e substituiu cerca de 150 assinaturas manuais por dia, passando a registrar as entregas de forma eletrônica.

Em operação desde janeiro de 2026, o sistema inclui autenticação biométrica, geração de documentos digitais e lançamento automatizado no ERP, além de alertas por WhatsApp quando chega o prazo de troca.

O que este artigo aborda:

O que mudou na rotina de entrega de EPIs

Antes, o processo dependia de coleta de assinaturas físicas e posterior digitalização e arquivamento, sem um repositório estruturado que reunisse histórico, itens entregues e prazos de substituição.

Com o aplicativo, a empresa passou a consultar entregas em tempo real, acompanhar prazos de troca, monitorar consumo e gerar relatórios de custos e volumes distribuídos, reforçando rastreabilidade.

De acordo com a SSA, a virada foi trocar papel por assinatura eletrônica com biometria digital e criar relatórios para acompanhar custos, emissões, consumo e volumes distribuídos no SESMT.

  • Registro eletrônico de entrega e recebimento de EPI
  • Autenticação biométrica e documento digital gerado no fluxo
  • Lembretes por WhatsApp para troca dentro do prazo
  • Relatórios para custos, consumo e volumes

Integração com ERP e uso de APIs para evitar “ilhas” de informação

O desenho técnico priorizou integrações via APIs: após validação de identidade e assinatura, o documento é gerado e as informações são registradas automaticamente no ERP, reduzindo retrabalho.

Segundo o gerente de Desenvolvimento de TI da SSA, o fluxo digital garante consistência dos dados e permite acompanhar o processo ponta a ponta, conectando aplicações e regras do negócio.

O projeto também foi estruturado após workshops com a abordagem de inovação centrada nas pessoas do SAP AppHaus, com mapeamento do processo, identificação de pontos críticos e testes.

  1. Mapeamento detalhado do fluxo de entrega e troca de EPI
  2. Desenho do aplicativo e prototipação com áreas envolvidas
  3. Integração por APIs e automação do lançamento no ERP
  4. Implantação com assinatura biométrica e documentos digitais

Por que o caso chama atenção no agronegócio e na indústria

A SSA opera em Itaberaí e Nova Veneza (GO) e comercializa produtos no Brasil e no exterior. A SAP afirma que o aplicativo fortalece controle e conformidade na emissão de EPIs.

A empresa já havia colocado em operação o SAP S/4HANA Cloud Private Edition em 2024, criando a base para avançar em aplicações específicas conectadas ao ERP e à SAP BTP.

No curto prazo, a SSA diz que pretende ampliar o uso do SAP Build em novos desenvolvimentos e avaliar SAP Build Code, além de estudar aplicações de SAP Business AI.

Os detalhes do projeto, incluindo a meta de reduzir papel e o número de assinaturas substituídas, constam no relato “substituiu cerca de 150 assinaturas manuais realizadas diariamente”.

Uma versão global do caso também aponta que os lembretes automatizados ajudam a garantir conformidade e visibilidade ao almoxarifado, ao descrever a melhoria no processo de EPI com SAP Build e Cloud Foundry.

No contexto corporativo, a SAP detalha que o método do AppHaus inclui um Use Case Exploration Workshop para identificar ideias com impacto no negócio, etapa citada como base para o desenvolvimento.

Já a SSA descreve sua operação e marcas, incluindo a presença em Itaberaí e Nova Veneza e os produtos SuperFrango e Boua, no perfil institucional “operações em dois complexos em Itaberaí e Nova Veneza”.

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