A corrida das empresas brasileiras por inteligência artificial está redesenhando um cargo específico: o CTO. Um levantamento divulgado em 20 de agosto de 2026 mostra que o Brasil tem participação feminina mínima nessas chefias.
Segundo o estudo do LinkedIn, mulheres ocupam só 4,7% das chefias de IA no Brasil. O dado amplia o debate sobre como o mercado está definindo “novo CTO” na era dos modelos generativos.
O recorte inclui cargos executivos ligados à IA em empresas classificadas pelo LinkedIn como “de IA”, com base em habilidades declaradas e perfis profissionais na plataforma.
O que este artigo aborda:
- O que o estudo indica sobre o cargo de CTO
- Por que o Brasil aparece abaixo da média global
- O que muda para empresas que buscam um “novo CTO”
O que o estudo indica sobre o cargo de CTO
O levantamento aponta uma queda acentuada da presença feminina conforme a senioridade aumenta.
Em posições de diretorias técnicas, o estudo cita que menos de uma em cada dez posições de CTO é ocupada por mulher.
Na prática, o “novo CTO” passou a ser cobrado por três frentes: produto, infraestrutura de dados e governança de modelos.
- IA aplicada ao negócio: priorização de casos de uso com retorno mensurável.
- Dados e arquitetura: pipelines, qualidade e segurança como pré-requisito.
- Gestão de risco: políticas para uso responsável e auditoria de sistemas.
Por que o Brasil aparece abaixo da média global
O estudo aponta média global de 13,3% de mulheres em cargos executivos ligados à IA, ante 4,7% no Brasil.
Especialistas ouvidos no mercado interpretam o número como sinal de funil: poucas mulheres entram em funções técnicas de IA e menos ainda chegam ao topo.
Uma peça do quebra-cabeça é a oferta de talentos: a formação em tecnologia no país ainda é desigual e impacta quem vira liderança.
- Base menor de profissionais mulheres em funções técnicas.
- Promoções concentradas em áreas historicamente masculinas.
- Recrutamento de CTOs baseado em redes fechadas de indicação.
O que muda para empresas que buscam um “novo CTO”
Com a IA no centro da estratégia, empresas estão revisando critérios de sucessão e contratação para C-level tecnológico.
Na Folha, uma análise recente sobre c-level descreve o CTO como quem lidera estratégia tecnológica, produto e infraestrutura, elevando o peso do cargo na governança corporativa.
O tema tende a ganhar tração em 2026, à medida que companhias ampliam orçamento de IA e exigem métricas claras de produtividade e risco.
Para o setor, o dado do LinkedIn vira termômetro: diversidade não é apenas pauta reputacional, mas indicador de capacidade de ampliar o pipeline de lideranças técnicas.
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