A Oracle anunciou em 24 de março de 2026, em Londres, uma nova linha de software corporativo chamada Fusion Agentic Applications, baseada em “times” de agentes de inteligência artificial dentro do próprio pacote Fusion (ERP, RH, cadeia de suprimentos e CX). O objetivo declarado é mudar o foco de automação de tarefas para execução orientada a resultados, com agentes capazes de raciocinar, decidir e agir dentro das regras corporativas.
O lançamento ocorreu durante o Oracle AI World e foi acompanhado de uma expansão do Oracle AI Agent Studio, que passa a oferecer um “construtor” para montar aplicações agenticas sem o desenvolvimento tradicional. A empresa afirma que os agentes operam com acesso nativo a dados, políticas e hierarquias de aprovação já existentes na suíte.
A novidade reposiciona o Fusion como uma plataforma para “fluxos autônomos” em áreas como cobrança, compras e gestão de força de trabalho, num momento em que fornecedores de software empresarial tentam capturar demanda por IA em processos críticos. A estratégia também intensifica a disputa com rivais que vêm acoplando copilotos e agentes a ERPs já consolidados.
O que este artigo aborda:
- O que a Oracle lançou: 22 aplicações agenticas dentro do Fusion
- Como funciona o AI Agent Studio e o “construtor” de aplicações agenticas
- Impacto esperado: produtividade, governança e o novo “trabalho com agentes”
O que a Oracle lançou: 22 aplicações agenticas dentro do Fusion
Segundo a Oracle, as Fusion Agentic Applications são compostas por equipes de agentes especializados, cada um com papel e autoridade definidos, trabalhando de forma coordenada para cumprir objetivos como reduzir exceções de folha, acelerar compras e melhorar a recuperação de receita.
Em vez de depender de integrações externas, a promessa é que os agentes atuem “dentro” do Fusion Cloud Applications, herdando governança, controles de acesso e trilhas de auditoria já usadas por empresas em ambientes regulados. A companhia destacou o desenho como diferencial para uso corporativo.
Na prática, isso significa que pedidos como “reduza atrasos de pagamento” ou “otimize a reposição de itens críticos” seriam convertidos pelo sistema em sequências de ações, como análises, solicitações de aprovação e execução de rotinas — com supervisão humana configurável.
Em cobertura sobre a reformulação, a Reuters descreveu que a Oracle está adaptando sua suíte de finanças e compras para funcionar com agentes, permitindo que pessoas peçam um resultado de negócio e que a IA descubra como localizar os dados e coordenar as etapas necessárias.
- Formato: “aplicações agenticas” com times de agentes, não apenas um agente único.
- Escopo: módulos de finanças, compras, RH, supply chain e experiência do cliente.
- Promessa: raciocínio + execução, com governança nativa do Fusion.
- Risco operacional: necessidade de definir limites de autonomia, aprovação e auditoria.
Como funciona o AI Agent Studio e o “construtor” de aplicações agenticas
O segundo pilar do anúncio é a ampliação do Oracle AI Agent Studio, que passa a incluir um Agentic Applications Builder. A Oracle afirma que o recurso permite montar, conectar e operar agentes reutilizando componentes da própria Oracle, de parceiros e até externos.
O discurso central é “reduzir atrito” para adoção: empresas poderiam orquestrar agentes em fluxos que atravessam módulos (por exemplo, do pedido de compra à conciliação e ao pagamento), mantendo políticas e permissões existentes.
Na comunicação oficial do lançamento, a Oracle disse que a plataforma é ancorada por um ecossistema de IA no Fusion e que o diferencial é o acesso nativo a dados e a estruturas de governança corporativa. A intenção é acelerar a chegada de novos agentes e de automações mais complexas.
Uma análise técnica do TechTarget descreveu as Fusion Agentic Applications como um conjunto de 22 “workspaces” com agentes de papéis distintos, além de um construtor que trabalha com agentes de diferentes fornecedores, apontando a ambição de tornar o ERP um ambiente mais autônomo.
- Definição do objetivo: o usuário descreve o resultado esperado (ex.: reduzir inadimplência).
- Planejamento: agentes selecionam dados, regras e ações possíveis dentro do Fusion.
- Execução controlada: ações passam por aprovações e trilhas de auditoria conforme configuração.
- Medição: a organização acompanha impacto e ajusta limites de autonomia e governança.
Impacto esperado: produtividade, governança e o novo “trabalho com agentes”
A Oracle e parte do mercado vêm defendendo que agentes só serão adotados em larga escala quando estiverem presos a dados confiáveis, permissões e regras de negócios. Ao embutir agentes no Fusion, a empresa tenta transformar a IA em “mão de obra digital” dentro do ERP.
Na prática, isso pode reduzir trabalho manual em rotinas como compras de baixo valor e alto volume, conciliações e triagem de exceções. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de governança: quem autoriza ações, quais limites, qual trilha de auditoria e como lidar com erros.
Para executivos de TI e finanças, o ganho potencial não é só automação, mas tempo: menos coleta de dados, menos “vai e volta” entre áreas, e mais execução com base em políticas. O desafio é calibrar autonomia versus risco, sobretudo em compras, pagamentos e decisões de crédito.
O movimento também pressiona integradores e consultorias: se a Oracle de fato simplificar fluxos com agentes prontos, parte do trabalho de configuração pode migrar para “orquestração” e definição de controles, em vez de customizações profundas.
Em um momento de competição acirrada por IA corporativa, o anúncio reforça a tese de que o ERP deixa de ser só um sistema de registro e passa a ser um sistema de ação — desde que empresas consigam comprovar segurança, previsibilidade e retorno.
De acordo com o anúncio da empresa, o Fusion Agentic Applications foi apresentado em 24 de março de 2026 em Londres, com foco em execução orientada a resultados dentro da suíte Fusion.
Já na descrição publicada com base em Reuters, a Oracle reformulou aplicações de finanças e procurement para operarem com agentes, mirando pedidos por “resultados de negócio” em vez de instruções passo a passo.
E, em análise sobre arquitetura e escopo, o TechTarget detalhou as 22 aplicações e o conceito de workspaces, destacando o uso de times de agentes com papéis definidos.
Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editor-chefe [email protected]. O Canal ERP reafirma seu compromisso com a ética jornalística, garantindo que o julgamento editorial e a validação das informações são de inteira responsabilidade humana, do editor.
Sobre o Autor:
Editor: [email protected]
Transparência: Política Editorial | Política de Uso de IA | Política de Correções | Contato